*As fotos foram gentilmente enviadas por Vera Dias, subgerente de Monumentos e Chafarizes da Fundação Parques e Jardins.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Jardim do Méier em 1916
*As fotos foram gentilmente enviadas por Vera Dias, subgerente de Monumentos e Chafarizes da Fundação Parques e Jardins.
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Renata
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10:27:00 PM
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Não é de hoje
As ruas do subúrbio e seu péssimo estado de conservação. Queixa corrente e freqüente dos moradores, quase sempre ignorada. Um problema ultrassecular. Sem exagero. Senão, vejamos.
Certa feita, um escritor que residiu por estas bandas de cá nos brindou com uma crônica em que um defunto, Antônio da Conceição, endereça uma carta ao prefeito. Na missiva ao “Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Doutor Prefeito do Distrito Federal”, o falecido morador da Boca do Mato relata ter sido em vida um “um pobre homem” que nunca dera “trabalho às autoridades públicas nem a elas fizera reclamação alguma”. O remetente julgava – segundo revelam suas próprias palavras – que seu “único dever era ser lustrador de móveis e admitir que os outros os tivessem para eu lustrar e eu não”.
Esperava o defunto que sua vida santa, em obediência “às prédicas do Padre André do Santuário do Sagrado Coração de Maria, em Todos os Santos”, aliada às privações e necessidades a que fora submetido, garantisse-lhe a “mais dúlcida paz depois” de seu passamento. Entretanto, ao ir desta para uma melhor, Antônio da Conceição se vê impedido de seguir direto para o céu, como planejava. Antes – avisa-lhe São Pedro – será preciso se “purificar um pouco no inferno”. E o falecido culpa o prefeito por tamanha mudança em seu projeto de morte.
O protesto não é descabido, uma vez que Antônio da Conceição fora interditado de adentrar o paraíso celestial por conta das arranhaduras que levava no corpo. É que os machucados fizeram o santo supor que o até então comportado lustrador de móveis brigara depois de defunto. E as marcas, explica o finado, eram responsabilidade do prefeito:
“A culpa é da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro que não cumpre os seus deveres, calçando convenientemente as ruas. Vamos ver por quê. Tendo sido enterrado no cemitério de Inhaúma e vindo o meu enterro do Méier, o coche e o acompanhamento tiveram que atravessar em toda a extensão a rua José Bonifácio, em Todos os Santos.
"Esta rua foi calçada há perto de cinqüenta anos a macadame e nunca mais foi o seu calçamento substituído. Há caldeirões de todas as profundidades e largura, por ela afora. Dessa forma, um pobre defunto que vai dentro do caixão em cima de um coche que por ela rola, sofre o diabo.”
Pois é, Lima Barreto já reclamava do desleixo no calçamento das ruas do subúrbio. Em 1920.
Há coisas que parecem não mudar jamais.
P.S. Se você quiser ler na íntegra a crônica "Queixa de defunto", de Lima Barreto, clique aqui.
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Renata
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10:13:00 PM
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Fórum discute metodologias de ensino de línguas e literaturas
Ao longo de toda esta quinta-feira, 24 de setembro, a Faculdade CCAA promove um evento que visa a refletir sobre as diversas metodologias do ensino de línguas e literaturas diante dos desafios da contemporaneidade. Mesas redondas, debates, palestras e workshops fazem parte da programação do Fórum de Metodologias de Ensino de Línguas e Literaturas, que será realizado das 8h30 às 21h e tem entrada franca.
Fórum de Metodologias de Ensino de Línguas e Literaturas
24 de setembro, das 8h30 às 21h
Entrada franca
Faculdade CCAA
Avenida Marechal Rondon, 1460 – Riachuelo
Informações: 21 2156-5000
www.faculdadeccaa.com.br
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12:15:00 AM
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Prédio demolido pela prefeitura na confluência da Camarista, Borja Reis e Dias da Cruz
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Renata
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2:41:00 PM
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Esculturas em exposição na Cândido Mendes
Li essa dica no Zona Norte do último sábado. Até o dia 30 de setembro, a unidade Méier da Universidade Cândido Mendes está com a mostra gratuita “Esculturas do mar”. As obras, de autoria do artista plástico Antonio Fernandes Varela, são criadas a partir de elementos poluidores encontrados na natureza e tem como inspiração o trabalho do polonês naturalizado brasileiro Frans Krajcberg, conhecido por sua atuação como ativista ecológico e por criar esculturas elaboradas com madeira calcinada.
Varela é engenheiro agrônomo de formação e pinta desde os 15 anos de idade. Hoje, o artista está com 58 anos e dedica-se mais enfaticamente às esculturas.
As obras da mostra estão expostas na galeria da Universidade Cândido Mendes do Méier, que fica no Méier Off-Shopping, também conhecido como Galeria Oxford. O endereço é rua Dias da Cruz, 188, 3º andar e o telefone da unidade é 3899-1613.
Esculturas do mar
Até 30 de setembro
Entrada franca
Universidade Cândido Mendes do Méier
Rua Dias da Cruz, 188, 3º andar – Méier Off-Shopping
21 3899-1613
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Renata
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11:29:00 AM
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domingo, 20 de setembro de 2009
Choque de ordem: terceiro round
Foi só eu comentar que o choque de ordem naquele prédio na Dias da Cruz não dera em nada para o imbróglio ter mais uma reviravolta. Ao que tudo indica, definitiva, desta vez. Parece que a prefeitura conseguiu o nocaute.
Mais de um mês depois, o elefante branco que havia sobrado do que um dia fora o imóvel de quatro andares virou entulho. Não restou uma única paredinha, uma única pilastra ou tijolo para contar a história. Claro que não sem que o trânsito na área virasse um fuzuê.
Quando estive por lá, esta noite, uma viatura da Guarda Municipal impedia que o fluxo de carros seguisse pela Dias da Cruz e cones desviavam o trânsito pela rua Alberto Leite. Para fugir do congestionamento, alguns motoristas optavam por entrar uma rua antes, na Jurunas. Vi até um ônibus da linha 607 subindo por lá! Imagino como ficou a praça Amambaí. Suas ruas estreitas não estão preparadas para receber tantos veículos de uma só vez.
A Polícia Militar também estava presente e uma retro escavadeira trabalhava no local. Uma equipe de reportagem da TV Globo registrava imagens e – parece-me – entrou ao vivo na programação com um flash.
Agora é esperar para ver o que será feito daquele trecho. Ainda há muito entulho para ser recolhido e, sinceramente, espero que a prefeitura se lembre disso. Dizem alguns que o espaço liberado terá como fim alargar a rua Borja Reis, que tornou-se extremamente movimentada após a construção da Linha Amarela. Portanto, deve vir uma obrinha por aí.
Uma das coisas que eu gostaria de saber é o que acontecerá à placa em homenagem ao Camarista Meyer localizada diante do ex-prédio. Afixada em uma pedra, a pobre está toda pichada e não chama nem um pouco de atenção, dentro do maltratado gramadinho cercado por uma grade velha, na bifurcação da Camarista com a Dias da Cruz.
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Renata
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11:37:00 PM
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Choque de ordem: segundo round
Lembra do choque de ordem que comentei aqui no mês passado, na confluência da Dias da Cruz, Camarista Méier e Borja Reis? No fim das contas, não chegou a ser nem um sacode. Depois de a prefeitura gastar um domingo destruindo o suposto prédio irregular de quatro andares, o esqueleto que sobrou começou a ser reconstruído.
Na ocasião, foi noticiado que a completa demolição do prédio demandaria um segundo dia de trabalho. Resultado: o proprietário conseguiu impedir que a prefeitura terminasse de levar o imóvel ao chão. Depois ainda estendeu uma faixa em agradecimento ao apoio da população e chamando atenção para o fato de que o prédio tem escritura, IPTU e o “próximo pode ser o seu”.
Segundo fonte fidedigna, parte da população ser arvorou por ter considerado um absurdo a prefeitura estabelecer como alvo um prédio onde também funcionava uma igreja. Deus que me perdoe, mas, na minha opinião, isso soa como fanatismo religioso. Por acaso a realização de culto de ordem religiosa, seja ela qual for, altera o fato de que - supostamente - o prédio não deveria existir ali? Parece que, para algumas pessoas, sim. Fica a dica para aqueles que têm por que temer a fúria demolidora do nosso prefeito: celebração religiosa.
Ao mesmo tempo, é inconcebível que a prefeitura cobrasse IPTU de um imóvel que ela mesma considera irregular. Se não me falha a memória, a tal faixa informava serem trinta anos. Ou seja, se agora, décadas mais tarde, resolveu detonar o prédio, não deveria ao menos indenizar o proprietário?
Difícil saber com certeza ao lado de quem está a razão nessa história toda. Se do dono do imóvel, que argumenta pagar pelo imposto que lhe é cobrado; ou se da prefeitura, para quem o prédio não deveria ocupar o endereço de que dispõe. Só sei que, a meu ver, saíram perdendo os moradores. Mais uma vez.
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Renata
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11:57:00 PM
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
Igreja Sagrado Coração de Jesus
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Renata
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12:39:00 AM
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Fazem falta
No embalo do post anterior, decidi publicar mais uma lista, porque cara-de-pau pouca é bobagem. Desta vez, algumas coisas que ficaram tanto no passado do Méier como na minha lembrança e das quais mais sinto falta no bairro:
- Casa Mattos
- Cinema Art-Méier
- Kopenhagen
- Blockbuster sem Lojas Americanas
- Mesbla
- Pizza Hut
- Imperator
- Bob's da minha infância
- CCAA da Dias da Cruz
- Loja Alice Lamas, no Méier Off-Shopping
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Renata
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11:49:00 PM
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Favoritos
A data do post aí de baixo estava vibrando dentro de mim como um letreiro em neon sem que eu nada pudesse fazer, porque estou absolutamente necessitada de tempo livre para atualizar o blog. Só que eu não queria correr o risco de a última postagem de agosto fazer aniversário ainda aqui no topo da página ou – ainda pior – deixar setembro passar em brancas nuvens. Por isso resolvi apelar para um artifício muito do picareta, embora igualmente popular: uma lista! Por que não pensei nisso antes é o que me pergunto.
Então exponho aqui, de forma nada organizada, dez onze (já que incluí uma de última hora) das minhas preferências (lugares, estabelecimentos, comes e bebes) no Méier – eventualmente no Engenho de Dentro –, escolhidas segundo critérios totalmente subjetivos. Ei-las:
- Rua Dias da Cruz
- Mate natural da MegaMatte do Méier Off-Shopping
- Jornaleiro Panno, no Shopping do Méier
- Pão integral da Panetteria
- Bar Manoel & Juaquim, no Engenho de Dentro
- Restaurante Príncipe da Arábia
- Loja Oops!, no Méier Off-Shopping
- Boutique de Prata, também no Méier Off-Shopping
- Praça Amambaí, no Engenho de Dentro
- Os legumes já higienizados, picados e embalados do Tuti Fruti
- Loja Bigamia, no Shopping do Méier
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Renata
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3:10:00 PM
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