segunda-feira, 17 de agosto de 2009

E o choque de ordem chegou ao Méier

Crédito das fotos: minha mãe
A caminho do sacolão hortifruti, em plena manhã de domingo, me deparei com o trânsito sendo desviado na praça Amambaí, ali na divisa entre Méier e Engenho de Dentro. Até ônibus circulava pelas pequenas ruas da pracinha. O motivo do furdunço era a demolição de um prédio pela Secretaria Especial da Ordem Pública da prefeitura. Havia imprensa presente e tudo, e eu sem minha câmera fotográfica... Por sorte, minha mãe mora ali perto e registrou tudo pra mim.

A notícia esteve na capa do Globo Online. Segundo o site, o ex-prédio de quatro andares, no número 763 da rua Dias da Cruz, era irregular, acumula cerca de R$ 132 mil em multas e pertencia a um advogado que vinha sendo notificado desde 2005. Depois de chegar ao local, o advogado alegou que a área onde o prédio estava erguido não é pública e que o imóvel era de sua propriedade. E agora, quem está com a razão?

Desde que me entendo por gente, aquele prédio sempre esteve ali. Já foi concessionária de automóveis – em mais de uma ocasião –, restaurante – o nome era Itália 90, almocei lá uma vez, quando criança –, igreja evangélica e comitê eleitoral. Com o passar do tempo, o imóvel começou a crescer para o alto. Atualmente, segundo a notícia, a família do advogado mantinha um escritório de advocacia no terceiro andar, mas, naquele local, o que deveria existir é um recuo de rua. Há controvérsias.

O avô de uma colega de infância, antigo morador da região, já falecido, costumava comentar que o prédio era irregular, sim, mas porque fora construído em um espaço originalmente destinado a uma pracinha. Por sinal, diante do ex-prédio, na bifurcação entre a Dias da Cruz e a Camarista Méier, há (ou havia?, depois de ontem, não sei que fim levou) um miniprojeto de gramado muito do mal-cuidado, fechado por uma grade. Dentro do cercado fica uma placa em homenagem a Augusto Duque Estrada Meyer, ou Camarista Meyer, ninguém menos que aquele cujo nome batizou o bairro. A memória dele merecia um pouquinho mais de prestígio.

Diz o Globo Online que mais um dia de trabalho seria necessário para concluir a demolição do prédio. Com tudo posto abaixo, fica a dúvida: o que será daquela área? Pessoalmente, julgo que não seria nada mal ter ali uma jeitosa pracinha, com gramado bonito, flores bem-cuidadas, brinquedos para crianças e um lugar especial para a placa em homenagem ao Camarista Meyer. Mas há mais mistérios entre o subúrbio e o gabinete da prefeitura do que supõe a nossa vã insignificância.


3 comentários:

Anônimo disse...

Renata, gostei da sua pracinha, com grama, flores, brinquedos para as crianças e não esquecendo a homenagem ao antigo morador do local o Camarista Meyer. Nós moradores merecemos essa melhoria.

JCG

Gutemberg disse...

Não concordo com pra cinha alí. A área fica muito perto da Praça Amambaí (que diga-se de passagem é um dos melhores pontos do Méier/Engenho de Dentro). Outro fator negativo é o trânsito intenso que tem por alí e a quantidade de motoqueiros (não sei se são moto taxis) que ficam parados por lá. Não creio ser o local ideal para uma pracinha... Até´porque o poder público não costuma cuidar muito bem das nossas pracinhas. Acredito que a Amambaí seja a jóia que é pelo empenho dos moradores que lá residem.

Por falar na Amambaí, o blog poderia dedicar uma matéria a ela!
E por falar no blog, está de parabéns, o Méier precisa de um meio para reunir os apaixonados pelo bairro. Deveria ser atualizado sempre! Já está na minha lista de favoritos!

demo disse...

O problema da Amambai são os nossos vovôzinhos, atletas do carteado, que não tendo onde esvaziar as bexigas, o fazem aos pés das árvores.
Caminho logo cedo por alí e o cheiro não é dos melhores.
Podemos iniciar uma campanha para instalação de banheiros químicos para os nossos atletas?