domingo, 20 de setembro de 2009

Choque de ordem: terceiro round

Foi só eu comentar que o choque de ordem naquele prédio na Dias da Cruz não dera em nada para o imbróglio ter mais uma reviravolta. Ao que tudo indica, definitiva, desta vez. Parece que a prefeitura conseguiu o nocaute.

Mais de um mês depois, o elefante branco que havia sobrado do que um dia fora o imóvel de quatro andares virou entulho. Não restou uma única paredinha, uma única pilastra ou tijolo para contar a história. Claro que não sem que o trânsito na área virasse um fuzuê.

Quando estive por lá, esta noite, uma viatura da Guarda Municipal impedia que o fluxo de carros seguisse pela Dias da Cruz e cones desviavam o trânsito pela rua Alberto Leite. Para fugir do congestionamento, alguns motoristas optavam por entrar uma rua antes, na Jurunas. Vi até um ônibus da linha 607 subindo por lá! Imagino como ficou a praça Amambaí. Suas ruas estreitas não estão preparadas para receber tantos veículos de uma só vez.

A Polícia Militar também estava presente e uma retro escavadeira trabalhava no local. Uma equipe de reportagem da TV Globo registrava imagens e – parece-me – entrou ao vivo na programação com um flash.

Agora é esperar para ver o que será feito daquele trecho. Ainda há muito entulho para ser recolhido e, sinceramente, espero que a prefeitura se lembre disso. Dizem alguns que o espaço liberado terá como fim alargar a rua Borja Reis, que tornou-se extremamente movimentada após a construção da Linha Amarela. Portanto, deve vir uma obrinha por aí.

Uma das coisas que eu gostaria de saber é o que acontecerá à placa em homenagem ao Camarista Meyer localizada diante do ex-prédio. Afixada em uma pedra, a pobre está toda pichada e não chama nem um pouco de atenção, dentro do maltratado gramadinho cercado por uma grade velha, na bifurcação da Camarista com a Dias da Cruz.

Um comentário:

demo disse...

Tá bom Renata!
Você já passou por lá depois disso?
Por quanto tempo iremos olhar para aquela réplica de um praça de guerra após bombardeio?
Qual o projeto da Prefeitura para o local?
Você não acha que já deveríamos ter um projeto de aproveitamento da área, com verbas garantidas e obras iniciadas imediatamente após o bombardeio, digo, demolição?