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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Martinho da Vila em exposição no Imperator

Sábado passado, tentei conhecer o cinema do Imperator. Se não me engano, essa já foi minha terceira tentativa frustrada. Nas outras vezes, as opções em cartaz não me interessaram. Desta, o filme que eu queria ver estava com as sessões esgotadas.


Para não desperdiçar o passeio, fui visitar a exposição no segundo andar. Até agosto, o personagem da série Permanências é Martinho da Vila. Não curto samba, confesso (vai ver sou ruim da cabeça ou doente do pé), então o que mais me atraiu na mostra foram aspectos que não estão relacionados à discografia de Martinho. Gostei do acervo fotográfico - em especial de uma foto em que ele aparece ao lado de Silvio Santos ainda moço, uma imagem do homem do baú que eu nunca tinha visto.

Está também exposta uma fala em que Martinho comenta - demonstrando certa mágoa - o fechamento do bar que ele teve no shopping Iguatemi, em Vila Isabel. Segundo o compositor, o estabelecimento baixou as portas por incompatibilidades com a administração do shopping. Achei isso triste, não sabia que o motivo havia sido esse.

De tudo, o que mais gostei na exposição foi conhecer os livros favoritos de Martinho da Vila, lá expostos em um espaço que imita um bar. Não lembro de todos, mas há vários volumes de Machado de Assis, Incidente em Antares, de Erico Verissimo, e também títulos do próprio Martinho, entre muitos outros. As duas obras que mais me chamaram a atenção por estarem lá foram O capital e A privataria tucana, mas isso, provavelmente, porque por não gostar de samba, acabo sabendo quase nada sobre o compositor.

Mas uma coisa eu sei e posso compartilhar aqui: Martinho tem uma ligação antiga com o Méier. Quando ele tinha quatro anos de idade, seus pais, lavradores, se mudaram do município de Duas Barras para o Morro dos Pretos Forros, também conhecido como O Berço do Méier. Localizado originariamente no final da rua Camarista Méier, no Engenho de Dentro, o morro hoje se estende por diversos bairros da região. O lugar é lembrado por Martinho na música Quando essa onda passar, que aparece no álbum Brasilatinidade, de 2005. Esse post de 2009 comenta a ligação do sambista com o Méier.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

É hoje à noite

Sim, é uma vergonha que eu tenha sumido por tanto tempo do blog - principalmente no mês em que ele completa três anos em atividade. Várias novidades já ficaram velhas, mas o que fazer quando não sobra tempo? C'est la vie.

Hoje vim dar uma passadinha - antes que seja tarde - para lembrar que à noite o Méier será o Rio na tela da Globo. A série As cariocas estreou semana passada e o episódio A vingativa do Méier, com a Adriana Esteves, vai ao ar hoje à noite, depois do Casseta & Planeta.

Uma coisa legal é que, além do site da série, a Globo preparou um guia de episódios interativo. Clicando aqui você pode assistir a pequenos vídeos sobre os bairros que servem de cenário para o programa de Daniel Filho.

P.S. Mudando de assunto, já clicou aqui para responder à pesquisa de opinião da agência DSONE? O Mini MP3 Digital Shuffle com 2Gb e display LCD será sorteado dia 30. Boa sorte!

sábado, 25 de setembro de 2010

As Cariocas e eleições

Assisti a três vídeos sobre bastidores já disponíveis no site da série As Cariocas, que estreará mês que vem na Globo: um sobre "A desinibida do Grajaú", outro sobre "A traída da Barra" e o terceiro sobre "A adúltera da Urca". No final do vídeo sobre o episódio que se passa no Grajaú, aparece o ator Chico Tenreiro.

Não sei se vocês ligaram o nome à pessoa, Chico Tenreiro é um ator que mora no Méier e desde a década de 1980 faz participações em produções da Globo. Lembro-me de ter sido em 1993, quando eu tinha mais tempo disponível para passar diante da TV e acompanhava a segunda versão de "Mulheres de areia", que descobri que tínhamos um representante do Méier diante das lentes globais.

Sim, sei que existem outros nomes, até bem mais conhecidos, mas nesse quesito não estou considerando personalidades como Adriana Esteves e Fátima Bernardes, pois elas não vivem mais no bairro.

Mudando o rumo dessa prosa, hoje pela manhã Alessandro Molon estava panfletando na calçada da Dias da Cruz, na altura da Casa & Vídeo. Nestas eleições, foi o primeiro candidato que encontrei no Méier. Melhor assim, há gente que é preferível nem ver.

A propósito, vocês conhecem a origem da palavra candidato? Vem de cândida, veste branca usada na Roma Antiga para representar a pureza de intenções. Parece que algo ficou para trás no longo caminho traçado pela nossa civilização ocidental...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Passione e As Cariocas

Ficou difícil não escrever sobre televisão no blog, depois que a produção de Passione elegeu a região do Grande Méier como locação para a trama do envolvimento de Danilo - papel de Cauã Reymond - com drogas. Na manhã de hoje, Maitê Proença e Kayky Brito gravaram sob um viaduto a cena em que a personagem Stela enfrenta um traficante. As informações são do site Ego e estão aqui.


Mudando ligeiramente de assunto, a série As Cariocas, inspirada no livro homônimo de Sérgio Porto, ganhou um site. Nele estão as protagonistas dos dez episódios que marcam a volta do diretor Daniel Filho à TV. Há vídeos, extras e informações de bastidores.

Adriana Esteves viverá "A vingativa do Méier" e fará par com Ailton Graça, no episódio criado especialmente para a série, já que não existe no livro. Bárbara Paz também participará.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Blitz no Mackenzie

A banda Blitz, atualmente formada por Evandro Mesquita (guitarra e voz), William Forghieri (teclado) e Juba (bateria), se apresentará no Sport Club Mackenzie, na noite de 23 de outubro, um sábado. O site do clube informa que o show está marcado para as 20h30 e que a partir das 18h30 os portões estarão abertos. A faixa estendida na fachada do Mackenzie, entretanto, anuncia o horário de 18h.

A secretaria do Mackenzie já começou a vender os ingressos, que têm três preços: R$ 20 (pista e arquibancada), R$ 30 (cada lugar na mesa) e R$ 40 (cada lugar no camarote).

Show da banda Blitz
23 de outubro - 20h30
Rua Dias da Cruz, 561 - Méier
Informações: 2269-0082 / 3579-8282 / 7714-4521

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Adriana Esteves como 'A Vingativa do Méier'

Pra fechar o tampo (ao menos por enquanto) do tema televisão, posto uma imagem de Adriana Esteves como Celi, a protagonista de "A Vingativa do Méier", quarto episódio da série As Cariocas, que a Globo exibirá a partir de outubro. Celi será casada com Djalma, personagem de Ailton Graça.


A foto foi divulgada no site da Rede Globo no Globo.com. Quem quiser ver imagens de outros episódios da série, o link é esse aqui.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Priscas eras: Pecado Capital foi gravada no Méier

E já que o assunto é televisão mesmo, lembrei que a Globo produziu (pelo menos) uma novela tendo o núcleo suburbano ambientado no Méier. Foi a primeira versão de Pecado Capital, exibida originalmente entre 24 de novembro de 1975 e 5 de julho de 1976. Conta-se que esse foi um dos grandes sucessos de Janete Clair.

Na história, Francisco Cuoco vivia Carlão, o taxista que encontra em seu carro uma mala com dinheiro, esquecida por assaltantes. A personagem morava no Méier e formava um triângulo amoroso com a jovem tecelã Lucinha (Betty Faria) e o industrial Salviano Lisboa (Lima Duarte).

Segundo o Guia Ilustrado TV Globo Novelas e Minisséries, da editora Zahar, Pecado Capital "tratava com realismo o universo suburbano carioca". O livro conta ainda que a produção teve imagens gravadas no Méier e também nos trens urbanos, prática até então inédita em novelas. Além disso, a linguagem realista foi estendida aos figurinos, o que significou a troca de roupas novas por velhas com os próprios moradores do subúrbio, onde grande parte da novela foi gravada.

Janete Clair começou a escrever Pecado Capital às pressas, depois que a primeira versão de Roque Santeiro foi vetada pela Censura Federal, no dia da estreia, já com 36 capítulos prontos. A emissora então, em caráter emergencial, pôs no ar a reprise de Selva de Pedra, também da novelista, e a convocou para criar uma trama inédita para o horário das 20h. Na ocasião, Janete Clair escrevia Bravo! para o horário das 19h. Ela deixou a novela nas mãos de Gilberto Braga e deu início ao trabalho em Pecado Capital, produzida em três meses, aproveitando o trio de protagonistas da versão censurada de Roque Santeiro.

Pecado Capital foi a primeira novela das oito da Globo em cores. A produção teve 167 capítulos e foi dirigida por Daniel Filho. A emissora reapresentou Pecado Capital em 1980, em versão compacta, como atração do Festival 15 Anos, e em 1982, às 22h.

No final da década de 1990, Gloria Perez escreveu uma nova versão de Pecado Capital, desta vez para o horário das 19h. No remake, o Méier foi substituído por Marechal Hermes, parcialmente reproduzido no Projac. Comentou-se que uma das motivações para a migração do núcleo pobre fora a mudança na paisagem do Méier, onde muitas casas deram lugar a prédios.

Na nova versão, exibida entre 5 de outubro de 1998 e 7 de maio de 1999, Francisco Cuoco voltou no papel de Salviano Lisboa. O trio protagonista foi completado por Carolina Ferraz e Eduardo Moscovis. Lima Duarte esteve nessa novela como Tonho, chefe dos assaltantes, personagem que não existia na versão original. Betty Faria fez participação como uma trocadora de ônibus. A trama totalizou 185 capítulos e não repetiu o sucesso da versão criada por Janete Clair.

Como vocês podem ver, Daqui do Méier também é cultura televisiva.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Série de TV terá história no Méier

Por falar em televisão, estão sabendo da série As Cariocas, que a Globo está preparando para ir ao ar em outubro? Serão dez episódios, baseados no livro homônimo do cronista Sérgio Porto, também conhecido como Stanislaw Ponte Preta. Euclydes Marinho é o responsável pela adaptação das histórias, dirigidas por Daniel Filho.

A série tem esse nome porque cada episódio é ambientado em um diferente bairro do Rio de Janeiro. E por que escrevo sobre isso? Simples: o Méier servirá de pano de fundo para a quarta história, protagonizada por Adriana Esteves. A atriz já morou no bairro, foi aluna do Centro de Dança Rio e encarnará A Vingativa do Méier. O episódio será coprotagonizado por Aílton Graça e terá a participação de Bárbara Paz.

Os outros nove episódios de As Cariocas e seus respectivos protagonistas são os seguintes: A Noiva do Catete (Alinne Moraes e Ângelo Antônio), A Atormentada da Tijuca (Paola Oliveira e Gabriel Braga Nunes), A Iludida de Copacabana (Alessandra Negrini e Thiago Lacerda), A Internauta da Mangueira (Cintia Rosa e Eduardo Moscovis), A Desinibida do Grajaú (Grazi Massafera e Bernardo Castro Neves), A Invejosa de Ipanema (Fernanda Torres e Guilherme Fontes), A Adúltera da Urca (Sônia Braga, Antônio Fagundes e Regina Duarte), A Traída da Barra (Angélica e Luciano Huck) e A Suicida da Lapa (Deborah Secco e Cássio Gabus Mendes).

Cauã Reymond grava novela no Encantado

Quem é telespectador da novela Passione e morador do Encantado deve ter reconhecido a escadaria que Danilo, personagem de Cauã Reymond, desceu no capítulo da última terça-feira, 24 de agosto. Se você perdeu a cena, ela pode ser vista aos três minutos do vídeo abaixo.






Identificou o lugar? A cena foi gravada na escadaria da rua Pompílio de Albuquerque, na tarde de 12 de agosto. Uma tia que trabalha nas proximidades tratou de fazer as vezes de paparazzi e clicou a presença do galã na região. Na primeira foto, ele se concentra para começar a gravação. Na segunda, é abordado por fãs.






Comenta-se que as cenas da internação de Danilo foram gravadas no Instituto Municipal Nise da Silveira, antigo Centro Psiquiátrico Pedro II, no Engenho de Dentro. Como não sou telespectadora da novela e não conheço o interior do instituto, não sei dizer se a informação procede. Alguém confirma essa locação?

Na sequência do capítulo da noite de 24 de agosto, em uma outra externa, Kayky Brito e Marcello Antony aparecem sob o viaduto da Linha Amarela, na avenida Dom Hélder Câmara, antiga Suburbana, nas proximidades do NorteShopping. As cenas deles e de Cauã não foram as primeiras da novela de Silvio de Abreu aqui na região do Grande Méier. Meses atrás, mais no início da trama, Fernanda Montenegro gravou no bairro de Maria da Graça.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Olha o Méier no YouTube!

Quem lê o blog há mais tempo já viu por aqui o nome da Vera Dias, amiga virtual que frequentemente envia contribuições. A Vera é arquiteta e urbanista, professora universitária e autora do blog As histórias dos monumentos do Rio de Janeiro, entre outras credenciais. Recentemente, ela me indicou um vídeo sobre o bairro, disponível no YouTube. Criado por um estudante da Unirio, o vídeo traz imagens do passado e do presente do nosso bairro.





Flanando entre os vídeos relacionados, encontrei também esta reportagem, que conta brevemente a história do bairro, mostra algumas personalidades nascidas no Méier e destaca aspectos positivos, como a alta taxa de alfabetização, acima da média da cidade:





Há também esse outro vídeo um pouco menos, digamos, otimista, mas que conta didaticamente o surgimento do Méier e situa pontos característicos do bairro:


quarta-feira, 23 de junho de 2010

O Méier na poesia de Drummond

Indecisão do Méier

Teus dois cinemas, um ao pé do outro, por que não se afastam
para não criar, todas as noites, o problema da opção
e evitar a humilde perplexidade dos moradores?
Ambos com a melhor artista e a bilheteria mais bela,
que tortura lançam no Méier!

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Sentimento do mundo. 1. ed. – Rio de Janeiro: MEDIAfashion, 2008. – (Coleção Folha Grandes Escritores Brasileiros ; v. 4))


Sentimento do mundo, terceiro trabalho poético de Carlos Drummond de Andrade, foi publicado pela primeira vez em 1940. Os 28 poemas do livro foram escritos entre 1935 e aquele ano. Bons tempos em que o Méier tinha dois cinemas. Hoje, não sobrou nenhum. Parece que não compreenderam bem o pedido do poeta.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Cláudio Zoli e Toni Garrido se apresentam no NorteShopping

O Plateia NorteShopping tem dois shows gratuitos marcados para a primeira quinzena deste mês. No dia 9 de junho, uma quarta-feira, às 20h, Cláudio Zoli, que está comemorando 25 anos de carreira, mostrará sua música no pátio do shopping.

No dia seguinte, também às 20h, será a vez de Toni Garrido cantar hits do Cidade Negra e também músicas de sua carreira solo, além de sucessos da Legião Urbana e dos Paralamas.

Antes de se jogar, só é bom ficar de olho na previsão do tempo. Um aviso no site do NorteShopping informa que em caso de chuva forte os eventos são cancelados.

domingo, 30 de maio de 2010

Sobre o aniversário do Méier

Ontem a Vera Dias, uma amiga do blog, deixou um comentário no post abaixo com informações sobre as comemorações pelo aniversário de 121 anos do Méier. Infelizmente, só entrei no blog agora, no segundo dia do fim de semana. Apesar de a programação de hoje já ter começado há 20 minutos, reproduzo aqui o texto que ela enviou como comentário.

Vera, obrigada! Confesso que eu já havia desistido de pesquisar o assunto.

Este fim de semana (dias 29 e 30 de maio) será de muita festa para os moradores do Méier, com as comemorações dos 121 anos de criação desse tradicional bairro carioca. A programação é da Subprefeitura da Zona Norte, em parceria com a comunidade local.

No sábado, dia 29, a festa está marcada para as 19h, na Rua Dias da Cruz. O palco montado na altura da Praça Agripino Grieco recebe o som de Mauro Diniz, com a companhia luxuosa de Noca da Portela e a cantora Juliana Diniz, neta do compositor. Em seguida é a vez do sambista Arlindo Cruz empolgar moradores e visitantes.

No domingo (dia 30) os festejos começam mais cedo, a partir das 14h, quando será realizado um campeonato de skate em frente ao shopping do Méier. A competição será embalada pelo som da banda Partido Leve.

- O Méier está no coração da Zona Norte. Os moradores estão sempre com a gente, existe essa parceria para sempre resolver os principais problemas do bairro. Essa festa é, sim, de muita comemoração para coroar essa parceria - enfatizou o subprefeito da Zona Norte, André Luiz dos Santos.

Interdição na Dias da Cruz

Para garantir a segurança do público durante os eventos e dar espaço a quem desejar sambar à vontade, o trecho da Rua Dias da Cruz entre as ruas 24 de Maio e Emengarda será fechado das 22h desta sexta-feira, dia 28. A rua será reaberta no domingo à noite. Apenas os veículos dos moradores e os utilizados em socorro e em emergências terão trânsito livre garantido.

Com isso, o trânsito da área será desviado para as ruas no entorno. Os motoristas que tiverem como destino o Engenho de Dentro deverão seguir pela Avenida Amaro Cavalcanti e pelas ruas Medina e Ana Barbosa, até o trecho livre da Rua Dias da Cruz. E o ponto de ônibus existente nessa rua será transferido para a Amaro Cavalcanti, em frente ao n° 145 (no lado oposto da via).

As alterações acima estão em portaria da Secretaria Municipal de Transportes publicada ontem, dia 26, no Diário Oficial do Município, atendendo à solicitação dos organizadores.

Texto: Ascom Subprefeitura da Zona Norte

terça-feira, 25 de maio de 2010

Elymar Santos fará show no Mackenzie

Boa notícia para os fãs de Elymar Santos. No próximo domingo, dia 30, o cantor voltará ao Sport Club Mackenzie, onde se apresentará às 20h. Os portões do clube serão abertos duas horas antes.

Os ingressos antecipados estão à venda na secretaria do Mackenzie. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone do clube: 2269-0082.

Sport Club Mackenzie
Rua Dias da Cruz, 561
Méier
2269-0082
http://sportclubmackenzie.com.br/

sábado, 22 de maio de 2010

"O Méier é aqui?"

Encontrei esse post divertido no Arnaldo Blog, o blog do Arnaldo Bloch no Globo Online. Pedi e ele autorizou a reprodução do texto aqui. Obrigada, Arnaldo Bloch!

Eis o post (de 19 de maio):

O Méier é aqui? ou Comédia na Delfim Moreira


Ontem emparelhei com um carro na Delfim Moreira. Carroceria em estado de petição. Placa: Cotia, SP. O motorista e o copiloto eram figuras de alta simpatia que perguntaram num sotaque caboclão: "Parceiro, o Méier é aqui"? Recorde mundial de ET phone home! Sugeri que virassem na Bartolomeu, procurassem o túnel e mirassem no Maracanã... mas fiquei com uma vontade danada de tomar um chope com eles. No Méier.
(Texto de Arnaldo Bloch)

sábado, 17 de abril de 2010

Dóris Monteiro no Sesc Engenho de Dentro - hoje

Mais uma que eu vi na internet, desta vez, no Bairros.com do Globo Online. Hoje à noite tem show de Dóris Monteiro, uma das primeiras intérpretes a gravar Tom Jobim, no Sesc Engenho de Dentro.

A cantora de bossa nova e samba canção está comemorando 55 anos de carreira e, às 20h, sobe ao palco do Sesc Engenho de Dentro para apresentar o show Só Doris, em que relembra clássicos da MPB que foram alguns de seus sucessos, como Mocinho bonito, de Billy Blanco, e Caminhemos, de Herivelto Martins, entre outros.

O preço do espetáculo é convidativo: R$ 12 a entrada inteira, R$ 6 para estudantes e idosos, e R$ 3 para comerciários.

Sesc Engenho de Dentro
Avenida Amaro Cavalcanti, 1661
21 3822-4830 / 3822-4842

quarta-feira, 14 de abril de 2010

‘Ídolos’ no Engenhão

Essa eu li no site do jornal Extra. No próximo sábado, dia 17, a equipe do programa de TV Ídolos, da Record, fará audições no Engenhão – também conhecido como Estádio Olímpico João Havelange –, no Engenho de Dentro.

A partir das oito da manhã, o apresentador Rodrigo Faro gravará com os candidatos. Nos dias 20 e 21, eles serão avaliados pelos jurados. Eu pensava que acontecesse tudo no mesmo dia, mas pelo visto não é assim.

O Ídolos está em sua terceira edição e candidatos a astro entre 16 e 28 anos de idade podem entrar na competição por um lugar sob os holofotes do programa. Para isso, é preciso se inscrever no site da atração. O link está aqui.

terça-feira, 16 de março de 2010

Méier perde um de seus mais ilustres moradores

Quem estudou no Colégio Metropolitano certamente conheceu ou ao menos ouviu falar no professor Manoel Jairo Bezerra. Nascido em Macau, no Rio Grande do Norte, ele ensinou matemática por 57 anos, entre 1939 e 1996. Várias décadas foram dedicadas ao tradicional colégio do Méier, instituição que também dirigiu, entre 1954 e 1961.

Jairo Bezerra foi um dos pioneiros da educação matemática a distância e criou cursos da disciplina para a TV Educativa. Também escreveu 53 livros e ensinou em instituições de vulto, como Colégio Pedro II, Instituto de Educação e Academia de Guerra Naval. Foi diretor da Aliança Francesa e recebeu a medalha de Chevalier des Arts et des Lettres, na França, entre tantas outras homenagens com que foi agraciado ao longo da vida, tanto no país como no exterior.

O professor Manoel Jairo Bezerra faleceu na última quinta-feira, dia 11 de março, aos 90 anos de idade.


Update: a missa de sétimo dia do professor Jairo Bezerra será nesta quinta-feira, 18 de março, às 19h30, na Igreja Sagrado Coração de Jesus, que fica na rua Carolina Santos, 143.

terça-feira, 2 de março de 2010

O subúrbio na poesia de Bandeira

Já contei aqui o quanto me fascina encontrar referências à Zona Norte – mais precisamente, ao subúrbio – na nossa produção intelectual e artística. Às vezes, a descoberta é premeditada e esperada. Noutras, é totalmente obra do acaso, como nesses dois poemas de Manuel Bandeira, nosso brilhante poeta 'menor'. O primeiro poema é do livro Libertinagem e o segundo, de Estrela da Manhã.

Macumba de Pai Zusé

Na macumba do Encantado
Nego véio pai de santo fez mandinga
No palacete de Botafogo
Sangue de branca virou água
Foram vê estava morta!

Tragédia Brasileira

Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade.
Conheceu Maria Elvira na Lapa – prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria.
Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado do no Estácio, pagou médico, dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria.
Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.
Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa.
Viveram três anos assim.
Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa.
Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bonsucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos...
Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.


1933
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira – 20. ed. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Soube do arrastão no Engenho de Dentro?

Tivesse ocorrido em alguma rua de um bairro na Zona Sul, provavelmente nossa imprensa, demonstrando indignação, clamaria por segurança pública. Veríamos uma cobertura com depoimentos, imagens, talvez resultasse até em capa. Mas aconteceu de o arrastão ser no Engenho de Dentro, subúrbio, e não mereceu mais do que notinhas – como as que vi no RJ TV, jornal O Globo e na internet.

No último sábado, 21 de fevereiro, pouco antes das oito da manhã, oito bandidos armados bloquearam, com três carros e uma motocicleta, a esquina das ruas Dionísio Fernandes e Borja Reis. Roubaram dinheiro, joias, documentos e celulares de motoristas e pedestres e depois fugiram. A ocorrência foi registrada na 26ª DP (Todos os Santos).

Apesar de ter acontecido no início da manhã de sábado, só na terceira edição do jornal O Globo de domingo o arrastão foi noticiado. Lá no pé da página 15. Como meus pais moram nas redondezas, avisei a minha mãe, que não sabia de nada.

Em plena época de Carnaval, saindo apenas em notinhas esparsas, certamente muita gente não foi informada do arrastão. Até porque, pra que noticiar, não é mesmo? Quem se importa com criminalidade no Engenho de Dentro? Aliás, quem sabe onde ficam ou já ouviu falar em Dionísio Fernandes e Borja Reis? Afinal, o que se espera do subúrbio é que seja assim mesmo e que seus moradores já estejam mais do que acostumados - e conformados – a viver em uma região que, como canta Chico Buarque, “não figura no mapa”, “é labirinto” e “não tem turistas” nem “sai foto nas revistas”. Quem mandou morar mal, não é o que dizem?



Subúrbio
Chico Buarque

Lá não tem brisa
Não tem verde-azuis
Não tem frescura nem atrevimento
Lá não figura no mapa
No avesso da montanha, é labirinto
É contra-senha, é cara a tapa
Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Olaria
Fala, Acari, Vigário Geral
Fala, Piedade
Casas sem cor
Ruas de pó, cidade
Que não se pinta
Que é sem vaidade

Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode, reggae
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Desbanca a outra
A tal que abusa
De ser tão maravilhosa

Lá não tem moças douradas
Expostas, andam nus
Pelas quebradas teus exus
Não tem turistas
Não sai foto nas revistas
Lá tem Jesus
E está de costas
Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Pavuna
Fala, Inhaúma
Cordovil, Pilares
Espalha a tua voz
Nos arredores
Carrega a tua cruz
E os teus tambores

Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode, reggae
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Fala no pé
Dá uma idéia
Naquela que te sombreia

Lá não tem claro-escuro
A luz é dura
A chapa é quente
Que futuro tem
Aquela gente toda
Perdido em ti
Eu ando em roda
É pau, é pedra
É fim de linha
É lenha, é fogo, é foda

Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Encantado, Bangu
Fala, Realengo...

Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Meriti, Nova Iguaçu
Fala, Paciência...